Atualmente presenciamos na América do Sul, uma grande produção de gêneros agrícolas voltados para a exportação, o que reproduz uma das características centrais da forma de exploração implantada pelos europeus durante a colonização europeia sobre a América (Pacto Colonial). Do Caribe, passando pelo litoral brasileiro e chegando até à Argentina, açúcar, grãos, cereais entre outros produtos, como a carne eram produzidos a partir da exploração da mão de obra escrava para abastecer o mercado europeu. A partir deste contexto atual podemos presenciar o “presente repetindo o passado”. Deste então, na condição de ex-colônias europeias, as nações sul-americanas têm mantido esta tradição. Nos últimos anos, temos presenciado uma elevação nos preços das “commodities”, o que de certa maneira tem contribuído para o retorno desta “tradição agroexportadora”, a quem diga que: “agro é tech, agro é pop, agro é tudo”. Contudo, apesar dos diferentes contextos, podemos perceber que pouca coisa mudou, citando ainda algumas permanências desse passado colonial, o fato de que até hoje estas ex-colônias correm atrás do desenvolvimento econômico atingido por suas ex-metrópoles, apresentando um quadro socioeconômico de economias instáveis, de enormes desigualdades sociais e como uma elevada concentração de poder e propriedade sobre a terra na mão de poucos.
História e atualidade: o presente repete o passado.
Prof. Sérgio Augusto.